6.1.10
breath out, so i can breath you in.

se for mesmo verdade que a gente leva pra vida toda pedacinhos de cada pessoa que cruza nosso caminho, de você eu levo, guardadinhos no bolso: um pedacinho de dor, que fez de mim uma pessoa mais forte; pedacinhos de saudade, pra eu nunca me esquecer de voltar pra um tempo bom onde as coisas passavam de-va-gar-zi-nho; pedacinhos de alegrias, sorrisos e paz, pra deixar a alma mais completa; e, por fim, pedacinhos de um abraço que me dissolveu, mas que hoje me conforta quando todos os outros pedacinhos parecem faltar, fazendo-me lembrar que tudo foi real.


doloroso, feliz e intensamente real.



- às 13:47 | (3 Comentários)



eu vou acabar feito aquela mulher que a guerra destruiu. procurando burramente uma coisa que acabou, a começar por mim mesma.

penso em você apesar de não sentir sua falta e muito menos sua presença. penso em você porque sinto um vazio, que eu não sei do quê e nem por quê. revelo, então, mais uma vez, minha estupidez, já que não é você quem vai me salvar e muito menos me catapultar pra uma dimensão mais tranquila e menos ansiosa de coisas que não têm nome.


- às 00:29 | (0 Comentários)


5.1.10
i chose to feel it and you couldn't choose.

ontem eu te esperei a noite toda. comprei uma garrafa daquela bebida que você adora, vesti minha melhor roupa, passei aquele meu perfume que me lembra você e coloquei aqueles sapatos que você acha sexy, apesar de eu achar que só servem pra machucar meus pés. arrumei cada cômodo com o cuidado de deixar uma bagunça casual e voltei os móveis aos seus antigos lugares, para não parecer que o tempo passou. abri janelas, a porta e o coração, mesmo sabendo que aquele vizinho chato do lado poderia reclamar do barulho. o dia foi cansativo, longo e ansioso, mas às 18h já estávamos prontas - a casa e eu -, mesmo sabendo que você é de hábitos noturnos, e desde então te esperei. escuta: eu sei que não houve um convite formal; aliás, nem convite houve. te esperei porque antes havia, aí sim, algo que te fazia vir independentemente de convites. antes, havíamos. te esperei por uma eternidade materializada em algumas tortuosas horas, que tentei matar separando músicas, lendo, arrumando os dvds na prateleira, trocando descontroladamente os canais. porra, como eu queria que você chegasse... só parei de te esperar para olhar o celular, o relógio, o e-mail e a consciência, já aos berros comigo. algumas horas depois - na minha cabeça -, não sei se obedecendo a tal consciência ou ao relógio, fechei as janelas e a porta e tirei os sapatos, porque não queria pensar que nem o vizinho, irritado com o som alto, e nem a dor nos pés, irritada com meus sapatos, chegariam. afinal, ontem, já me bastava a sua não-chegada.

ontem, já me bastava você.

hoje, já me bastou você.

entende?


- às 01:20 | (1 Comentários)


2.1.10
memory's a wonderful thing if you don't have to deal with the past.

nem vou dizer que sinto saudade, já que saudade não se diz. saudade se sente e se mata. o que eu sinto é uma falta, um vazio que eu nem sabia que existia até você ir embora, pois até então você preenchia esse espaço com seus beijos, abraços, sorrisos e outros pequenos pedaços seus. na sua ausência, juntei cuidadosamente na memória cada pedacinho desses e passei a usá-los nos dias em que sua falta mais me dói. aí, quando me parece que não conseguirei carregá-la, pego algum beijo pra guardar no bolso, algum sorriso pra botar no peito ou algum toque pra pôr onde me cause arrepios, só pra te sentir um pouquinho. hoje, aliás, peguei o seu penúltimo sorriso e levei pra passear, na tentativa frustrada de fazê-lo crescer e durar um pouco mais. seria bom se eu pudesse te ter e te sentir pra sempre (ou quase). eu sei, é impossível. por isso, usarei cada presença sua que ainda me resta como se fosse a última, para aproveitar cada instante, mas sempre tomando cuidado para que a última, de fato, fique guardada em mim, para que eu possa carregá-la sempre e para sempre poder sentir aquela sensação boa de quando lembrava, ao acordar, que você estava ali. se acabar, paciência. afinal, tudo o que é bom, dizem que dura pouco.


- às 19:19 | (0 Comentários)


31.12.09
#2010

se o ano tivesse 13 meses, eu jogaria minha toalha A-GO-RA. ou há uns dias. - ou semanas? - se bem que lá pelo 6° mês eu já tinha esses pensamentos, mas acabei resistindo a essa grande provação que foi esse amontoado de meses de escolhas erradas e dor chamado 2009.

aí o ano acaba e as energias se renovam e eu viro uma nova pessoa.

não.

ano novo, vida velha, também acho, mas eu tenho essa estranha sensação de que pode ser, eventualmente, quem sabe, um novo começo. nada de promessas, só a chance de poder imaginar que algumas coisas podem ficar pra trás.

como disse um amigo, é bom saber que esse ano nunca mais vai acontecer de novo. porque se eu tinha alguma dúvida de que nada é tão ruim que não possa piorar, taí o tal 2009 pra provar o contrário.


- às 00:45 | (0 Comentários)



#2009

em 2009, eu perdi o meu pai. no mais, tudo é menor.


- às 00:34 | (0 Comentários)


30.12.09
say something.





- às 01:01 | (0 Comentários)


20.12.09
te olho, te guardo, te sigo, te vejo dormir.

durma, afunde, sonhe
sonhe pesado a ponto de não sentir os
carros deslizando aquosos quarto afora
dando sinal de que o mundo, lá fora, já começou
calma
afora nós, nada mais importa

me movo me-ti-cu-lo-sa-men-te
para que nem sons, nem mãos, nem olhares, nem gestos
para que nada, enfim,
possa lhe tocar os pensamentos

e me levanto

o cd acabou um pouco depois da luz do dia começar a entrar pelas fendas da persiana
com alguma equação matemática ou quântica
que o fez durar tempo suficiente pra caber na memória
e no começo-meio-e-fim
do que fomos ontem

desligo o som

a tv - no mudo - passa um vídeo daquela banda que você ama e eu odeio
apesar de eu nunca ter dito
- nosso amor não precisa dessa pausa -
deixo-a ligada
para que a luz baixa faça as vezes
da luz do dia que eu fechei lá fora
junto com o frio da cidade
os afazeres, os medos
e o resto do mundo

volto pra cama

você ainda entregue ao sono
eu ainda meticulosa
ainda não ousando te despertar
não agora, que os carros deslizam ao longe
agora, que o mundo é este quarto
agora, que nada mais pode lhe tocar
nos tocar
apenas eu
que te cubro as pernas com o lençol
e todo o resto com um abraço
e você parece compreender,
porque sorri
e se acomoda
e me faz entender o que é sentir-se segura
sentir-me segura

e eu sinto.


- às 13:18 | (0 Comentários)


18.12.09
para ninguém.

decido que te amo e decido que vou ficar em casa esperando seu telefonema. decida se me quer, que é 18 de dezembro e eu já tomei minha decisão.


- às 00:03 | (0 Comentários)


15.12.09
if it's not forever, if it's just tonight, it's still the greatest.

certas noites - não todas
sinto as mesmas vontades,
as mesmas provocações,
as mesmas urgências
sinto-te como se você ainda estivesse aqui
como se alguma parte de nossa existência estivesse soldada
e ainda trouxesse os mesmos gestos,
os mesmos gostos,
os mesmos toques
eu, tão feita a tudo o que é teu.

em certas noites,
como esta,
esmiúço memórias
já acostumadas a esse
vai-e-vem-vai-e-vem-vai
te procuro às cegas,
te deixo bilhetes,
colo cartazes
na cidade das lembranças
eu, que me debato querendo não lembrar
não me provocar
não sentir
não te sentir
eu, que sempre falho.

são certas as noites como esta
quando devo trancar portas e janelas
apagar as luzes
fingir dormir o sono dos puros
- talvez rezar -
e não sucumbir ao que vem de dentro
ao que insiste em vir
ao que sempre vem
ao que nunca te traz junto
em carne
e osso
e coração.


- às 23:35 | (0 Comentários)


13.12.09
o remorso das palavras que não digo.

hoje é sexta. 22h17min de uma sexta-feira meio fria, embora os últimos dias tenham sido quentes. hoje é sexta-feira e eu sei que você está por aí, como sempre esteve, fazendo o que nunca fizemos, indo a lugares onde nunca fomos, não sentindo tudo o que sinto agora. hoje é sexta-feira e eu não sei mais de você e você não quer saber mais de mim, mas ainda assim escrevo você, num código secreto (só meu) que quer dizer que ainda estou aqui, não importando onde você esteja nesta sexta-feira.


- às 18:36 | (0 Comentários)


4.12.09
do nosso amor, a gente é quem sabe, pequena.

ainda me lembro daquela noite em que sentamos na calçada pra conversar (lembra?), em frente àquele outdoor que você me pediu pra ler e eu, pela primeira vez, senti uma falta sincera dos meus óculos. vista anda mesmo piorando. te esperei em frente à locadora, fingindo que lia os cartazes e me atualizava sobre os lançamentos e tentando descobrir um lugar para pôr os braços, as pernas e o todo o resto do corpo. enquanto lia o mesmo cartaz talvez pela 10ª vez, você chegou e veio me cumprimentar com um abraço, e eu fiquei suspresa ao ver como ele ainda me servia tão bem. meu número. você vestia um casaco, apesar do calor, e eu uma pretensiosa, embora inútil, armadura. por culpa dela, acabei falando pouco, embora tenha pensado muito. era minha única defesa, desculpe. sei que você me odiou muito na hora, mas tudo bem, porque depois eu também te odiei por você me fazer querer chorar com uma pergunta banal do tipo "como estão as coisas?". que poder é esse que você tem sobre mim? aí você pegou minha mão, escondendo-as - a sua e a minha - não sei se das pessoas ou de todo o meu medo. inspira, expira. é nessas horas que a gente odeia o coração. quer dizer, custa bater mais devagar, mais baixo e não querer ficar saindo pela boca toda hora? claro que não! mas o corpo adora nos sabotar, né? podia só ficar quietinho, sem nós na garganta, sem descompassos no coração, sem pernas bambas. droga. para não me sabotar ainda mais, tentava não te olhar nos olhos e nem revirar o doloroso passado com perguntas, respostas ou justificativas. ficamos lá por tempo o suficiente para eu me lembrar de cada pequena coisa sempre (ou quase), até você decidir que devia ir embora e me dar a mão, pra me ajudar a levantar. lembro que ainda hesitei por alguns longos segundos - que talvez tenham acontecido só na minha cabeça - não por indecisão, mas pra eu guardar o momento e poder pensar, em dias como hoje, como foi bom te dar a mão e caminhar ao seu lado, imaginando que você me levava para o resto da minha vida. paz.


- às 20:06 | (0 Comentários)


3.12.09
para não sentir saudade.

para não sentir saudade,
viro porta-retratos
evito músicas filmes esquinas
onde você não me espera
respondo sempre que está tudo bem, e vc?
falo de política, economia, esporte
mas não falo de ___
ocupo a cabeça - para não pensar
e as mãos - para não apalpar o peito e sentir o vazio
desocupo pastas gavetas coração
e silencio

para começar um novo parágrafo
ou estrofe
ou assunto
- o que não é o caso, desculpem -

ainda falo da saudade
esse arranhão na alma que dói quando decide doer
que aumenta quando decide correr no quintal do passado
jogar dardos no peito
brincar de gangorra com os sentimentos
dessa rua sem saída que é a saudade
que chega sem aviso
sem marcar hora
sem mostrar convite

para não sentir saudade,
invento artifícios
pouco eficazes
- nada eficazes, na verdade -
já que de saudade não se foge
nem se desabita

pra não sentir saudade,
então,
melhor puxar uma cadeira
pôr mais uma xícara na mesa
trocar os lençóis e
dar boas vindas a esse aperto
que não é inimigo,
mas com o qual é melhor se juntar
a falhar em fugas desesperadas
e inúteis

para não sentir saudade,
basta conviver com ela
pô-la na coleira para passear e
inclui-la na lista de presentes
até ganhar a intimidade do convívio
não senti-la mais em momentos inesperados e
habituar-se à dor constante
ao passado presente
ao espaço vazio
à idéia de que certas coisas não voltam
por mais que se queira
por mais que se sinta


- às 01:02 | (0 Comentários)


29.11.09
"há sempre a maldita encenação do amor verdadeiro."

perdi minhas convicções em você quando descobri que a tua calma e segurança aparentes eram só uma forma de me fazer baixar a guarda e acreditar que finalmente eu estava encontrando o meu lugar na terra.


- às 23:48 | (0 Comentários)


21.11.09
se não vai, não desvie a minha estrela. não desloque a linha reta.

por que então me fez entrar? por que então me abriu francamente teus pensamentos, teus sentimentos e o portão? por que esse silêncio depois de tanto contentamento, tantas palavras, tantas promessas? por que então pedir calma, me pedir pra ficar, me pedir qualquer coisa que não fosse adeus? por que não disse logo que ia ser assim desde o começo, como sempre foi?


- às 22:38 | (0 Comentários)


19.11.09
o caminho de volta.

para não chorar no caminho de volta, basta não ir ou ou não voltar.
dormir não adianta.
quem dorme, sempre acorda e sente o coração doer ainda mais antes mesmo de abrir os olhos e sentir o silêncio de quem dorme com o coração tranquilo.
tem o coração tranquilo quem fez o que devia.
o que queria.
o que foi fazer.
tem o coração tranquilo quem não esconde os choros da volta, porque suas razões são humanas.
razões humanas são pessoas, ausências ou dores que merecem lágrimas.
choros desumanos ficam entalados na garganta, sufocados pelo moleton que deveria estar no corpo.
choros desumanos começam quando as luzes são apagadas e só terminam no banheiro de casa, durante o banho.
note: chora no caminho de volta quando se pode, não quando se tem vontade.
esconde-se o choro quando se consegue.
chora quem está indo embora e chora quem não vai mais voltar.
chora quem não é mais o mesmo da ida, porque cada quilômetro da volta rouba um pouco da esperança e paz existentes até então.
chora no caminho de volta quem traz consigo o coração maior, porém leve; sente vontade quem volta com ele pela metade, porém mais pesado.
e chora escondido quem volta com o coração em pedaços, mas ainda assim volta, mesmo sabendo que voltar é mais difícil que esconder o choro.


- às 02:11 | (0 Comentários)


17.11.09
"e mais uma vez estremeceu com a comprovação de que o tempo não passava, como ela acabava de admitir, mas girava em círculo."

comprovar que o tempo não passa, mas gira em círculo, é ver um texto de maio de 2008 e poder colá-lo em novembro de 2009, sem perder o sentido.

parece que foi há meses, mas aconteceu ali, ontem. aconteceu sexta. acho que a distância acaba por distanciar também a ordem cronológica dos fatos. me assusto com isso. muitas coisas vêm me assustando, aliás. de qualquer forma, a partir de agora é olhar pra baixo sempre pra ver se os pés continuam os mesmos, porque os caminhos, esses já mudaram. completamente.



- às 23:41 | (0 Comentários)


24.10.09
you're in my mind all the time. (i know that's not enough)

ela preferia não pensar não por descaso, mas porque a vida às vezes fica pesada demais para suportar mais interrogações. então ela não pensou. foi apenas levando e deixando-se levar, respeitando o tempo que o próprio tempo exigia. "coisas assim demoram", pensava ela, pensando em seguida que tinha todo o tempo do mundo. não tinha. ninguém tem, embora sempre queiramos ir com calma, porque qualquer passo em falso a gente cai. e quedas de lá de cima doem, e quando muito profundas deixam cicatrizes. e chega de cicatrizes, pelo amor de deus. então ela não pensava. ia aos poucos e sempre com aquelas doses de medo, é claro, mas ia feliz, porque parecia que agora as coisas seriam diferentes. mais um motivo para ela ir com calma, aliás.


- às 22:22 | (0 Comentários)


18.10.09
domingo (agora) é sempre assim.

já amei os domingos por eles serem o dia em que eu ia comer batatas fritas engorduradas na minha avó, já os odiei por eles serem o dia que antecede a segunda-feira ou então por serem o último dia do fim de semana. poupando exemplos e nostalgias, tenho, enfim, 23 anos de uma verdadeira relação de amor & ódio com o que devia ser nada mais que um dia qualquer da semana.

hoje os domingos são sinônimos de ausências. de manhã não tem a televisão ligada alta (que eu sempre suspeitei que fosse só pra acordar e irritar todo mundo), no almoço não tem quem despedace as carnes à procura de um mísero osso, à tarde não tem o som do futebol e à noite não tem ninguém tomando chá na cozinha. aí fica um silêncio na alma que televisão ou música ou voz alguma consegue quebrar. segundo minha mãe, isso é a tristeza.

eu concordei.


- às 18:30 | (0 Comentários)


11.10.09
xiu.

disse que te amei e você me respondeu que isso era algo muito forte para eu dizer - ou você disse sentir? -. verbos à parte, calei-me na hora não para consentir o que você dizia, mas sim para que eu não me perdesse em palavras tentando lhe explicar o inexplicável. palavras só diminuem os sentimentos, até então ilimitáveis, a uma dimensão normal. te amei, mas calei porque listar motivos pelos quais 'amar' não foi forte para eu sentir ou dizer seria como procurar justificativas para algo que, como já é sabido, não precisa sequer de razão para acontecer.

(e eu tive várias.)

entende?


- às 21:57 | (0 Comentários)


22.9.09
as despedidas indespedíveis.

o nosso abraço de despedida não aconteceu na sexta, não aconteceu no sábado, não aconteceu no domingo. nem mesmo nos despedimos em abraço no nosso tchau acanhado daquele dia, com o beijo de quem não sabe direito onde deve beijar. não te abracei em despedida porque eu não me despedia, não te abracei em despedida mesmo sentindo que aquela seria nossa última vez, que é quando acontecem as despedidas em abraços. despedidas àquele momento seriam despedidas indespedíveis. eu não sei me despedir. eu não queria me despedir. eu não queria ter que me imaginar com a não-presença de seus olhos pequenos e suas piadas sem graça. não nos despedimos em abraço quando devíamos, então me entrego agora e me despeço, em palavras, carregando o que o coração ainda consegue dar conta e contando as ausências com lágrimas espaçadas pelos dias. ainda é cedo pra mim, mas me despeço porque preciso aprender que o 'pra sempre' sem abraços de despedidas só acompanha o fim das fábulas, quando o coração ainda é pequeno para caber algo além daquela esperança infantil de que tudo o que a gente ama vive feliz e pra sempre. abraço e adeus.


- às 01:46 | (0 Comentários)


_eu
23 anos; humor de 13; cara de 15; ânimo de 70.

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